Apresentação da Professora Lúcia Mateus na Reunião do Conselho de Pesca de Mato Grosso, realizada no dia 14 de maio de 2021, foi a base para a tomada de decisão sobre o período de piracema de 2021. Ver notícia aqui: http://www.mt.gov.br/-/16706151-conselho-de-pesca-se-reune-em-transmissao-ao-vivo-e-aprova-calendario-de-2021 e vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UI6wRax_nWk.
Participação dos Profs Jerry Penha e Lúcia Mateus na live que discute “a seca no Rio Paraguai e Pantanal – impactos nos peixes e na pesca, assista ao vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=CJU5fDlgLUg&t=347s
Estudo recém-publicado na renomada revista científica Journal of Applied Ecology pela Dra Joisiane Mendes Araújo, com a participação do Prof. Jerry Penha, seu orientador de dissertação de mestrado e tese de doutorado, mostrou as implicações da sobrepesca de peixes frugívoros na perda de funções ecológicas do Pantanal Para desenvolver o estudo, a Dra Joisiane passou meses da sessão de cheia na RPPN SESC Pantanal entre os anos de 2014 e 2017. Durante esse período, realizou pescarias, coletou sementes regurgitadas por peixes e realizou experimentos de germinação com essas sementes, com o objetivo de entender o importante papel que peixes frugívoros realizam em áreas alagáveis. O estudo levou a identificação de 16 espécies de peixes frugívoros na região, que juntos consumiram 80 morfoespécies de sementes. Para acessar o estudo completo, acesse aqui: https://doi.org/10.1111/1365-2664.13891.
Em artigo publicado no último dia 20 de março no periódico científico Fisheries Management and Ecology (https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/fme.12479), nós utilizamos dados de monitoramento de pescarias em pesqueiros com tablados ao longo do Rio Cuiabá para reconstruir a captura e estimar quanto a pesca recreativa introduz de recurso financeiro na economia da região. Primeiro, nós estimamos a captura por unidade de esforço de pesca, que é a quantidade de peixes capturados (em número e kg) por pescador por pescaria, o gasto médio de pescador por pescaria e o número médio de pescadores visitando os pesqueiros ao longo do ano. A partir desses dados nós estimamos a quantidade de peixes retirados do rio e o valor monetário que a pesca recreativa introduz na economia da região do Rio Cuiabá. A nossa estimativa é de que a pesca recreativa baseada em tablados introduz anualmente cerca de U$ 2 milhões na economia do baixo Rio Cuiabá. O estudo é baseado na dissertação de mestrado do primeiro autor (Brayan Massaroli) desenvolvida no PPG em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, UFMT, campus Cuiabá.